domingo, 18 de julho de 2010

Postura do músico




Nosso comportamento e postura sempre será alvo de comentários, mas principalmente quando chamamos a atenção, seja de maneira positiva ou negativa.
Músicos que tocam nas missas por exemplo: geralmente estão em um local onde toda a assembléia pode vê-los. Por isso, devemos nos policiar o tempo inteiro e tomar cuidado para que nossa postura não chame atenção. Músicos que ficam brincando, fazendo solinhos com seus instrumentos no meio de uma homilia por exemplo… certamente atrairão olhares…. músicos que deixaram para escolher o restante das músicas no meio da missa com certeza também chamarão a atenção.
Neste segundo exemplo o problema foi a desorganização, mas de qualquer forma também entra nesse contexto.

De nada adianta termos instrumentos e equipamentos de última geração, termos um ministério bem ensaiado e ótima qualidade técnica se nossa postura não caminha de acordo com aquilo que acreditamos.
O músico cristão tem uma missão diferenciada do músico que não toca na igreja. Sabe por quê? Porque até mesmo em nosso silêncio somos capazes de levar almas até o céu. Na medida em que demonstramos o nosso amor a Deus através de nossas ações muitos irmãos são tocados. A humildade e simplicidade de nosso viver pode trazer esperança à aqueles que já não acreditavam mais. O músico da igreja não é melhor que os outros, mas nossa missão vai muito mais além do que propriamente tocar.

No meio de um grupo de oração por exemplo: na hora da pregação o ideal é que o ministério de música participe, ouvindo atentamente o que o pregador diz. Até porque pode se fazer necessária nossa participação. De repente o pregador pede uma música, um fundo musical… mas não só por isso… nós também precisamos de reabastecimento, de um renovar de nossa espiritualidade. E muitas vezes quando tocamos nem sempre sentimos o que a assembléia sente, pois estamos ali trabalhando e nos doando. Algumas vezes mais preocupados em servir do que em sentir… E são justamente nessas horas em que temos a grande chance de beber da graça. No momento “do banco”, do silêncio, da escuta e interiorização… é a nossa oportunidade de ouvir o Senhor e por isso não podemos perder tempo.

Comportamento e postura no entanto, não significa apenas ficar sentadinho em silêncio, mas é muito mais que isso. É demonstrar o cristianismo que acreditamos e amamos em toda a nossa vida. Sendo pessoas alegres e bem-humoradas. (Nada pior do que ficar ao lado de alguém mal-humorado, não é verdade? Principalmente quando o irmão é da igreja. Aí ficamos até em dúvida do porquê desse irmão não se abrir à graça). Demonstrar o nosso amor a Deus em todas as nossas ações, mostrando compaixão quando necessário. Sendo gentis e educados, sabendo dizer “obrigado” ou “por favor”.

São coisas que trazemos do berço, da família e jamais poderemos perder. Aparentemente são coisas tão básicas que alguém pode chegar e me dizer: “Ah, mas isso todo mundo sabe e é o mínimo que devemos ser…”
Sim, mas o inimigo quer nos confundir e a vaidade nos visita a cada instante. O orgulho pode encher nossa cabeça de modo a deixarmos de lado todas essas coisas.

Ser da igreja não é ser carrancudo ou triste, muito pelo contrário… tem gente que acha que porque está na igreja não deve mais brincar… que deve mudar o seu jeito e ser uma pessoa séria… Não é nada disso… Eu devo mostrar com meu comportamento que tudo isso me faz bem, me faz mais feliz. Sirvo a Deus com liberdade, mostrando que sou inteligente e sei o que quero para minha vida.

A exemplo de Maria que disse “Eis aqui a humilde serva do Senhor…” eu desejo que em vossos corações esteja sempre essa certeza:
Quanto mais humilde e simples maior testemunho de vida eu tenho para dar.



Fonte:http://blog.oficinadamusicacatolica.com

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