terça-feira, 20 de julho de 2010

TÉCNICA VOCAL

II – Voz; Corpo e mente

1 O templo humano

Se alguém lhe perguntar com que você canta, certamente você dirá que é com a boca – e talvez nem responda a uma questão tão idiota. De fato a indagação é pertinente, pois, não cantamos apenas com a boca, mas com o corpo e a mente.

Isso quer dizer que precisamos de uma boa condição física (não me refiro aos músculos de Silvester Stallone ou a cintura de Giselle Büchen) e muita concentração (quem sabe até igual ao um monge).

O bom estado do corpo é imprescindível para uma performance satisfatória. Não apenas da garganta, mas todo o templo humano. A começar pela postura. A coluna reta é uma exigência elementar. Um grande número de músculos interage quando falamos ou cantamos. É preciso que eles tenham sido preparados para um funcionamento extenso. Por esta razão nós adotaremos alguns exercícios físicos para aquecimento muscular. Não desconsidere essa prática sob pena de provocar tensão muscular e limitar seu rendimento.

Não é à toa que se ouve dizer que “o homem canta com a alma”. A concentração é uma espécie de veneração, uma expressão sentimental. Difícil imaginar alguém cantar sem emoção ou prazer. Com efeito, devemos estar envolvidos com o canto assim como o ator está para o personagem que representa. A nossa afinação depende muito dessa concentração.

2 O canal vocal

Você detesta aula de biologia? Eu também, mas...

Vamos viajar um pouco na teoria cientifica e saber sobre o canal vocal. O som produzido é exteriorizado pela boca e ainda pelo nariz – sim, pelo nariz. O som é produzido e qualificado por uma série de elementos em nosso corpo.

O ar da nossa respiração é uma espécie de matéria prima. É ele que ecoa nossa voz através do esforço de alguns de nossos órgãos (diafragma, pulmões, cordas vocais...). Para que tudo isso saia perfeito, necessário se faz que os órgãos estejam com saúde.

É recomendável que se cante em pé e com a cabeça levemente erguida. A explicação é que assim o diafragma trabalha melhor, ou seja, acomoda mais e melhor, o oxigênio além do som sai reto pelo canal da garganta. Você já reparou isso nos corais?

3 Respiração correta

Quem não ouviu aquela citação clássica de marcha “Barriga pra dentro e peito pra fora” na hora respirar? Aí está o mal-entendido. Na hora de inspirar (receber) o ar o sujeito estufa o peito e espreme as tripas fazendo com que o diafragma se retraia impedindo que o oxigênio entre tranqüilamente. E depois para expirar (soltar) o ar que mal entrou, ele incha a barriga de nada – sem contar a careta que faz.

A forma correta de trabalhar a respiração é receber o ar (de preferência pelo nariz) em boa quantidade. Na hora de soltar o ar, use o nariz (e a boca quando for cantar).

O diafragma é um grande auxiliar para a respiração. Trata-se de um músculo localizado próximo ao abdome que se estica e encolhe conforme nossos impulsos. Ao relaxar, ele abre a caixa torácica para guardar o ar e a fecha ao se encolher. O diafragma também movimenta os pulmões, que por sua vez elimina o gás carbono do corpo junto com o ar. Na verdade, quando inchamos ou retraímos a barriga por própria vontade, é com ele quem trabalhamos.

Portanto, na hora de inspirar, relaxe o diafragma para receber bem o oxigênio e o encolha para expirar o ar velho.

domingo, 18 de julho de 2010

Postura do músico




Nosso comportamento e postura sempre será alvo de comentários, mas principalmente quando chamamos a atenção, seja de maneira positiva ou negativa.
Músicos que tocam nas missas por exemplo: geralmente estão em um local onde toda a assembléia pode vê-los. Por isso, devemos nos policiar o tempo inteiro e tomar cuidado para que nossa postura não chame atenção. Músicos que ficam brincando, fazendo solinhos com seus instrumentos no meio de uma homilia por exemplo… certamente atrairão olhares…. músicos que deixaram para escolher o restante das músicas no meio da missa com certeza também chamarão a atenção.
Neste segundo exemplo o problema foi a desorganização, mas de qualquer forma também entra nesse contexto.

De nada adianta termos instrumentos e equipamentos de última geração, termos um ministério bem ensaiado e ótima qualidade técnica se nossa postura não caminha de acordo com aquilo que acreditamos.
O músico cristão tem uma missão diferenciada do músico que não toca na igreja. Sabe por quê? Porque até mesmo em nosso silêncio somos capazes de levar almas até o céu. Na medida em que demonstramos o nosso amor a Deus através de nossas ações muitos irmãos são tocados. A humildade e simplicidade de nosso viver pode trazer esperança à aqueles que já não acreditavam mais. O músico da igreja não é melhor que os outros, mas nossa missão vai muito mais além do que propriamente tocar.

No meio de um grupo de oração por exemplo: na hora da pregação o ideal é que o ministério de música participe, ouvindo atentamente o que o pregador diz. Até porque pode se fazer necessária nossa participação. De repente o pregador pede uma música, um fundo musical… mas não só por isso… nós também precisamos de reabastecimento, de um renovar de nossa espiritualidade. E muitas vezes quando tocamos nem sempre sentimos o que a assembléia sente, pois estamos ali trabalhando e nos doando. Algumas vezes mais preocupados em servir do que em sentir… E são justamente nessas horas em que temos a grande chance de beber da graça. No momento “do banco”, do silêncio, da escuta e interiorização… é a nossa oportunidade de ouvir o Senhor e por isso não podemos perder tempo.

Comportamento e postura no entanto, não significa apenas ficar sentadinho em silêncio, mas é muito mais que isso. É demonstrar o cristianismo que acreditamos e amamos em toda a nossa vida. Sendo pessoas alegres e bem-humoradas. (Nada pior do que ficar ao lado de alguém mal-humorado, não é verdade? Principalmente quando o irmão é da igreja. Aí ficamos até em dúvida do porquê desse irmão não se abrir à graça). Demonstrar o nosso amor a Deus em todas as nossas ações, mostrando compaixão quando necessário. Sendo gentis e educados, sabendo dizer “obrigado” ou “por favor”.

São coisas que trazemos do berço, da família e jamais poderemos perder. Aparentemente são coisas tão básicas que alguém pode chegar e me dizer: “Ah, mas isso todo mundo sabe e é o mínimo que devemos ser…”
Sim, mas o inimigo quer nos confundir e a vaidade nos visita a cada instante. O orgulho pode encher nossa cabeça de modo a deixarmos de lado todas essas coisas.

Ser da igreja não é ser carrancudo ou triste, muito pelo contrário… tem gente que acha que porque está na igreja não deve mais brincar… que deve mudar o seu jeito e ser uma pessoa séria… Não é nada disso… Eu devo mostrar com meu comportamento que tudo isso me faz bem, me faz mais feliz. Sirvo a Deus com liberdade, mostrando que sou inteligente e sei o que quero para minha vida.

A exemplo de Maria que disse “Eis aqui a humilde serva do Senhor…” eu desejo que em vossos corações esteja sempre essa certeza:
Quanto mais humilde e simples maior testemunho de vida eu tenho para dar.



Fonte:http://blog.oficinadamusicacatolica.com

TÉCNICA VOCAL

I - Introdução


Como você estava planejando ler apenas este primeiro parágrafo de introdução e pular imediatamente para o próximo capitulo – ninguém lê as introduções dos Artigo --, vou começar alertando que a atenção que você deverá dar ao treinamento é o fator principal e determinante para o seu êxito. Caso continue com essa preguiça toda não chegará a lugar nenhum.

Você tem em mãos um trabalho extraído de muito suor. Portanto, faça jus a ele e repasse-o para outros com dedicação de quem quer expandir a música e a cultura para substituir toda essa ignorância e violência que prospera em nossos dias.

Este curso é dirigido àqueles que desejam deixar de incomodar os ouvidos dos outros. Quer aprender ou aperfeiçoar a voz e o canto para enfeitar o mundo lá fora. Esta é a sai chance de evoluir e até, quem sabe, impulsionar sua carreira musical ou mesmo aumentar o número do coral da sua igreja. Se for um daqueles que só canta dentro do banheiro – talvez temendo uma chuva de tomates --, há dois caminhos; levar a banheira para o palco ou ler e seguir todo o conteúdo deste material.

Talvez esteja se perguntando sobre sua condição atual. “Eu tenho voz? Eu posso melhorar? Eu conseguirei chegar perto de um Pavarotti?”. A menos que seja mudo, tenha fumado tanto que o cigarro tenha comido suas entranhas ou esteja muito bêbado, é provável que a resposta seja “SIM” para as duas primeiras indagações. E quanto à terceira, eu creio que não dê a mínima para ópera. Ah, você é gago? Dependendo do grau, não tem problema. Inclusive Nelson Gonçalves (uma das vozes mais bonitas que já ouvi) era gago ao falar.

Será de extrema serventia se você tiver algum conhecimento em algum instrumento musical. Caso contrário, sugiro que considere a possibilidade desde já. E para sua sorte, destro desde curso você encontrará auxilio para sua iniciação. Tomaremos por base três deles. A saber, teclado, violão e flauta doce. Não terá de aprender a tocar como um Sivuca ou Hermetto Paschoal (dois excelentes instrumentistas). Bastará apenas extrair algumas notas para medir com seu gogó. Coisa muito simples. Mas eu não impediria que quisesse ser tão bom quantos os meus colegas que citei.

Se você ainda estiver aí – e acordado -- leve em conta estas dicas para melhor aproveitar este caderno:

Ø Leia tudo com calma e atenção.

Ø Se não tiver captado uma instrução, releia tantas vezes for preciso até que fique claro.

Ø Reserve duas horas diárias para o treinamento.

Ø Procure um lugar adequado (com conforto, silencio e privacidade).

Ø Mantenha acessível um instrumento musical (sugerimos violão ou piano).

Ø Caso esteja estudando em grupo -- o que é uma boa idéia -- estabeleça um comando e programação homogênea a todos.

Ø Tenha em mente que cigarro, bebida alcoólica e água gelada são seus inimigos.

Ø Seja obediente ao programa deste curso. Disciplina é uma grande virtude. Se não ler tudo ou se abdicar dos exercícios propostos nada conseguirá.

Estou confiante que terá bom proveito deste curso. Será muito satisfatório pra mim se receber seu e-mail dizendo do seu sucesso ou receber seu CD autografado.

Que Deus te ilumine e conceda todo o que for favorável.


Sábado Tem o primeiro capitulo Não perca!

sábado, 17 de julho de 2010

Cantar é natural e prazeroso


alvez, você ainda não tenha uma atitude de prazer e confiança em seu “cantar”, então aprenda como alcança-la! Para obter qualquer coisa na vida, primeiro é preciso se colocar pré-disposto para isso, ou seja, é o famoso querer é poder. Não significa que apenas querendo conseguiremos tudo, mas já é o primeiro passo, pois se dirigirmos todos nossos esforços, potencial e confiança, certamente o sucesso em qualquer projeto será mais garantido!

A seguir, algumas dicas para adquirir prazer e confiança em seu cantar:

1- Tomar atitude de “Eu posso”.

2- Enfatizar expressividade e concentração na entrega natural das palavras, como se fossem um texto falado.

3- Escolher canções curtas, fáceis e que você goste.

4- Deixar você cantar, não fazer você cantar.

Agora você já compreendeu que cantar é prazeroso e natural, mas quando canta, sente que fica rouco ou lhe dói a garganta. O que há de errado? Se cantar é natural, onde está a dificuldade? A dificuldade é que, com o passar do tempo, acabamos nos distanciando do nosso corpo, não o conhecemos bem, não respiramos com consciência, não temos uma alimentação saudável. Enfim, não escutamos o que o nosso corpo pede, atendemos ao nosso desejo do que nos parece gostoso, fazendo com que tenhamos hábitos poucos saudáveis. Por isso, na próxima postagem, trarei várias dicas importantes para você investir melhor no seu cantar e evitar sofrer estas conseqüências desagradáveis.

Deus nos abençoe e até a próxima!


Jocélio de Castro

Membro Consagrado da Comunidade Obra de Maria